nov 24

Entre dez e 15 pessoas morreram e outras 34 ficaram feridas em um incêndio registrado durante uma em reunião em massa de travestis em Nova Délhi, segundo fontes oficiais citadas nesta segunda-feira pela imprensa local.

O fato aconteceu neste domingo em um parque do leste de Nova Délhi, onde entre 2 mil e 2,5 mil dos chamados eunucos ou “hijras” – uma comunidade de homens vestidos com saris muito visível na Índia – realizavam uma reunião de
três dias.

Em um primeiro momento, o canal televisivo NDTV tinha informado ontem à noite que o incêndio tinha sido durante um funeral. De acordo com os bombeiros, o incêndio começou devido aparentemente a um curto-circuito que afetou uma grande tenda sob a qual se encontravam os presentes, e que ficou totalmente queimada enquanto estes tentavam escapar.

Fontes da brigada de bombeiros asseguraram que havia 15 mortos, embora o ministro da Saúde de Nova Délhi, A. K. Walia, assegurou que os falecidos eram 12, e a polícia manteve dez, informa a agência indiana Ians.

Os “hijra”, um dos grupos mais vulneráveis da Índia, são em sua maioria homens travestis, embora muitos deles sejam eunucos. Muitos pedem esmola nas ruas e os indianos dão a eles algumas rúpias para evitar o mal olhado, embora
também sejam convidados para casamentos e festejos, porque sua bênção é considerada benéfica nessas ocasiões.

 

Fonte: agência EFE

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ago 28

O ativista indiano cuja campanha contra corrupção uniu milhões de compatriotas aceitou neste sábado encerrar uma greve de fome que já durava 12 dias, depois que o governo concordou com suas exigências de leis mais duras contra desvios.

Anna Hazare, 74, afirmou a dezenas de milhares de simpatizantes em Nova Délhi neste sábado que encerrará a greve de fome na manhã do domingo. O protesto de Hazare causou uma onda de revolta pública contra corrupção endêmica, unindo a classe média da Índia contra o governo e o premiê Manmohan Singh.

A campanha de Hazare para endurecer a legislação anticorrupção encontrou grande apoio entre uma população irritada, e gerou muita pressão sobre o governo de centro-esquerda, que demorou para adotar medidas para lutar contra a corrupção.

“Anna Hazare aceitou cessar o jejum amanhã pela manhã (domingo). Está contente com a decisão do governo de aceitar suas propostas”, declarou Vibhav Kumar, porta-voz da campanha “Índia contra a corrupção”. O militante radical iniciou a greve de fome em 16 de agosto, dia em que foi detido após as grandes manifestações em todo o país que pediam o fim da corrupção.

Hazare foi liberado três dias mais tarde e seguiu para uma praça de Nova Délhi, onde prosseguiu com o jejum para exigir mais rigor em um projeto de lei em debate no Parlamento para dar mais eficiência à luta contra a corrupção.

Neste sábado, o governo anunciou que vai atender algumas de suas demandas, como a criação do cargo de mediador da República em cada um dos 29 estados do país, a redação de uma “carta do cidadão” e a ampliação dos poderes do mediador a todos os funcionários do governo.

 

Fonte: Reuters

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