ago 28

O ativista indiano cuja campanha contra corrupção uniu milhões de compatriotas aceitou neste sábado encerrar uma greve de fome que já durava 12 dias, depois que o governo concordou com suas exigências de leis mais duras contra desvios.

Anna Hazare, 74, afirmou a dezenas de milhares de simpatizantes em Nova Délhi neste sábado que encerrará a greve de fome na manhã do domingo. O protesto de Hazare causou uma onda de revolta pública contra corrupção endêmica, unindo a classe média da Índia contra o governo e o premiê Manmohan Singh.

A campanha de Hazare para endurecer a legislação anticorrupção encontrou grande apoio entre uma população irritada, e gerou muita pressão sobre o governo de centro-esquerda, que demorou para adotar medidas para lutar contra a corrupção.

“Anna Hazare aceitou cessar o jejum amanhã pela manhã (domingo). Está contente com a decisão do governo de aceitar suas propostas”, declarou Vibhav Kumar, porta-voz da campanha “Índia contra a corrupção”. O militante radical iniciou a greve de fome em 16 de agosto, dia em que foi detido após as grandes manifestações em todo o país que pediam o fim da corrupção.

Hazare foi liberado três dias mais tarde e seguiu para uma praça de Nova Délhi, onde prosseguiu com o jejum para exigir mais rigor em um projeto de lei em debate no Parlamento para dar mais eficiência à luta contra a corrupção.

Neste sábado, o governo anunciou que vai atender algumas de suas demandas, como a criação do cargo de mediador da República em cada um dos 29 estados do país, a redação de uma “carta do cidadão” e a ampliação dos poderes do mediador a todos os funcionários do governo.

 

Fonte: Reuters

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ago 23

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, pediu nesta terça-feira ao militante
anticorrupção Anna Hazare que ponha fim a sua greve de fome, iniciada há uma
semana com grande apoio da população para exigir a alteração de um projeto de
lei.

“Espero que considere minhas propostas e interrompa a greve de fome, para
recuperar a saúde e a vitalidade”, escreveu Manmohan Singh em uma carta dirigida
ao militante de 74 anos e divulgada por seu gabinete.

Segundo o primeiro-ministro, que afirma estar “preocupado” com o ativista,
que já perdeu seis quilos segundo os simpatizantes, o governo está disposto a
conversar com todos.

“No entanto, devemos levar em consideração a supremacia parlamentar e as
obrigações constitucionais em termos de legislação”.

As demandas de Anna Hazare estão centradas em um projeto de lei, chamado
Lokpal Bill, que deseja criar um posto de mediador da República para fiscalizar
os políticos e os funcionários públicos.

Hazare deseja que o mediador tenha poderes para investigar também o chefe de
governo e os altos magistrados no caso de suspeita de corrupção.

Singh prometeu que o Parlamento estudará “cláusula por cláusula” o projeto de
lei apresentado pelo governo e outras versões, incluindo a do ativista.

A carta do premier é uma tentativa de saída da crise para o governo de
centroesquerda, surpreendido com a onda de apoio popular ao ativista e às
manifestações da semana passada em Nova Délhi.

 

Fonte: agência AFP

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