|
abr 13
|
Texto que meu amigo escreveu para o Ano Novo em Bangladesh.

Para os bengaleses, como milhões de outras pessoas ao redor do mundo, é essencial conhecer sobre a história baseada na tradição cultural de seus antepassados. Em Bangladesh essa tradição é comemorada anualmente através do “Baishakh”. O Baishakh é, literalmente, o início de um novo ano.

O “haal khata” é o fechamento de um ano e o início de outro e é, na verdade, um balanço das experiências e da produtividade conseguidas no ano anterior.
Há então, sobre o Baishakh, um aspecto regional. No sentido mais amplo do significado – e bastante afastado dos grandes centros urbanos -, a palavra remete à aldeia, já que no Baishkh recorda o a questão dos costumes rurais.

Nas comemorações do Baishkh há uma plenitude de cor, uma abundância de músicas. Acrescente a isso a cor e melodia do poder da natureza para lembrar ao mundo o que ele faz ou pode fazer para fazer sentir a sua presença ainda mais uma vez. Nas nuvens há um mugido que paira sobre os campos rústico, nos ventos que varrem toda a terra antes da ferocidade de relâmpagos e trovões que precedem a queda da chuva em toda a terra. O Baishakh ultrapassa as fronteiras que demarcam as realidades políticas que hoje definem o que antes era um todo, a Bengala unificada.

O Baishakh trás para todos os bengaleses uma oferta espontânea de homenagem à terra e aos elementos naturais que se mantiveram por milhares de anos. O Baishakh é tudo isso e muito mais. É o simbolismo de tudo de bom que o bengaleses podem reivindicar para si mesmos através da poesia que flui das mentes dos seus maiores homens: Rabindranath Tagore, Kazi Nazrul Islam, Dwijendra Lal Roy, Atulprasad e tantos outros. Anteriormente, estes homens cantaram hinos da Bengala por meio da mídia, de música e da dança. Através do misticismo que define a fé, através das canções devocionais de Lalon e Hason Raja, o Baishakh redescobre a estética da vida neste sentido.

Sim, esta manhã é realmente uma celebração do passado. O Baishakh é como um marco para perder o que antes conseguimos a fim de renovarmos a si mesmos. O espírito bengali que todas as tantas vezes tem sido uma marca distintiva da sua política e sua poesia, mais uma vez volta para a magia inerente no seu patrimônio a fim de ampliar os parâmetros culturais do futuro.
No Baishakh, há todos os indícios de chuva prestes a descer à terra, das tempestades prontas para explodir, do arco-íris tomando conta da imaginação. Na cachoeira, o riso das mulheres é uma melodia que toca a alma sempre tão suavemente. As conversas dos homens são ouvidas nas agitações das flautas que há muito tempo percorreram as aldeias desta terra e serão ouvidam mais uma vez nesta manhã.
No Pahela Baishakh, nós celebramos a nós mesmos. Comemoramos tudo o que é nosso, que foi dos nossos antepassados ??e que será de nossas crianças.
Shubho Nababarsha!
Texto escrito por Rezaul Haque Rajon. Veja o original em http://rezaulhaquerajon.wordpress.com/2011/04/14/pahela-baishakh/













